Artrite Reumatóide

Consensos para a utilização de terapêutica biológica na Artrite Reumatóide - actualização de Dezembro de 2007

Os autores apresentam a actualização dos Consensos sobre a utilização de terapêuticas biológicas na artrite reumatóide (AR), elaborados por um grupo de trabalho da Sociedade Portuguesa de Reumatologia (SPR). Nestas normas nacionais são discutidos os critérios para início e manutenção de terapêutica biológica, contra-indicações para a sua utilização e actuação se o doente for não respondedor. Para início de terapêutica biológica os doentes com AR devem ter um disease activity score 28 (DAS 28) superior a 3,2, após pelo menos 3 meses de tratamento com metotrexato (MTX) na dose de 20mg/semana, ou, na impossibilidade de tratamento com MTX nesta dose, após 6 meses de outro fármaco convencional modificador da doença ou associação terapêutica. Está previsto também o início de terapêutica biológica em doentes que, sob terapêuticas convencionais, apresentem um DAS28 entre 2,6 e 3,2 e tenham uma significativa degradação funcional ou radiológica. A monitorização deve ser efectuada trimestralmente.

São considerados critérios de resposta após os primeiros 3 meses de terapêutica a verificação de uma redução do DAS28 superior a 0,6. A partir dos 6 meses de terapêutica considera-se a existência de resposta clínica se os doentes com um DAS28 inicial superior a 5,1 tiverem uma redução do DAS28 para níveis inferiores a 4 ou, se os doentes com um DAS28 inicial inferior a 5,1 apresentarem uma redução para menos de 3,2 desde que não ocorra degradação funcional ou radiológica significativa. Nos doentes considerados não respondedores o Reumatologista assistente poderá optar por mudar para outro agente biológico (antagonista do factor de necrose tumoral alfa, rituximab ou abatacept).

AUTORES

GEAR

KEYWORDS

Artrite Reumatóide; Terapêutica Biológica; Anti-TNF-alfa; Rituximab; Abatacept.

Consensos para a utilização de terapêutica biológica na Artrite Reumatóide - actualização de Dezembro de 2007