Artrite Idiopática Juvenil

Consensos para início e manutenção de terapêutica biológica na Artrite Idiopática Juvenil

O Grupo de Trabalho de Reumatologia Pediátrica da Sociedade Portuguesa de Reumatologia recomenda a utilização de terapêuticas biológicas em crianças com Artrite Idiopática Juvenil (AIJ) com evolução poliarticular quando persiste doença activa (definida como 5 ou mais articulações activas) e refractária a metotrexato (MTX) por via SC ou IM durante 3 a 6 meses, na dose de 15 mg/m2/semana . No caso de toxicidade ou contra-indicação que impeça a utilização do MTX nesta dose pode considerar-se a introdução de terapêutica biológica como primeira opção, ou de outro Disease Modifying Anti Rheumatic Drug (DMARD) convencional em monoterapia ou em combinação com o MTX. A existência de tuberculose latente deve ser avaliada através da história clínica, radiografia do tórax e prova tuberculínica antes do início da terapêutica. Considera-se que deve ser ponderada a suspensão do biológico em curso se não forem cumpridos os critérios de melhoria clínica do American College of Rheumatology (ACR) para a AIJ, em duas avaliações separadas por 3 meses. O etanercept é o único agente biológico aprovado em Portugal para o tratamento da AIJ. Admite-se, tendo em conta a evidência preliminar já publicada, o uso do infliximab nos casos refractários ao etanercept. Na presença de manifestações sistémicas da AIJ refractárias à terapêutica convencional julgamos dever ser considerada a terapêutica com anakinra.

AUTORES

Reumatologia Pediátrica

KEYWORDS

Artrite Idiopática Juvenil; Terapêuticas Biológicas; Etanercept; Infliximab; Anakinra.

Consensos para início e manutenção de terapêutica biológica na Artrite Idiopática Juvenil