Vasculites

Como se faz o diagnóstico?

Não existem critérios absolutos e estabelecidos, para o diagnóstico das vasculites. Está neste momento em curso um grande estudo multicêntrico (DCVAS - Diagnostic and Classification Criteria in Vasculitis Study) dedicado à criação destes critérios, com o intuito de melhorar a capacidade diagnóstica para estas doenças.

O diagnóstico de vasculite é actualmente feito com base na associação entre a história clínica do doente, sintomas apresentados, alterações no exame físico e resultados de análises laboratoriais e outros exames complementares realizados.

EXAMES LABORATORIAIS

Alguns exames laboratoriais devem ser requisitados no momento do diagnóstico e periodicamente a todos os doentes com vasculite, entre vários destaca-se: hemograma (avalia a presença de anemia ou outras alterações resultantes da doença ou medicações instituídas); PCR e VS (muito importantes para avaliar indirectamente o grau de actividade da doença); AST e ALT (verificam alterações no fígado, particularmente causadas por fármacos); e creatinina, ureia e Urina II (permitem diagnosticar e monitorizar alterações no funcionamento do rim).

Outras análises laboratoriais mais específicas devem ser requisitadas quando há suspeita de algum tipo particular de vasculite, por exemplo anticorpos anti-citoplasma de neutrófilos (ANCA) quando há suspeita de vasculite associada aos ANCA e outros (ver secção Tipos de vasculites)

OUTROS EXAMES

Biópsia – Um dos exames mais importantes para o diagnóstico definitivo de vasculite. É retirada uma parte muito pequena do tecido afetado (ex. artéria temporal, pele, rim, nervo, etc.) para observação microscópica, e caracterização das alterações verificadas.

Outros exames, particularmente exames de imagem como radiografia torácica (essencial para averiguar se há ou não envolvimento dos pulmões ou ainda e por exemplo, diagnosticar e rastrear a presença de aneurismas da aorta), ecocardiograma (utilizado para avaliar o envolvimento cardíaco) e outros (ex. ecodoppler das artérias temporais, tomografia computadorizada, etc.) podem também ser relevantes consoante o tipo de vasculite.

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