Síndrome de Sjögren

Que consequências pode ter?

A grande maioria dos doentes com Síndrome de Sjögren apresenta apenas queixas secundárias à diminuição da produção de lágrima e saliva. Algumas consequências podem resultar destas alterações, nomeadamente pequenas lesões da córnea, aftas frequentes, infecções da cavidade oral e cáries com perda de peças dentárias. A fadiga pode ser um sintoma incapacitante em alguns casos, estando recomendado o repouso e sono adequados, para além de alguns dos tratamentos mencionados. De um modo geral, os doentes com Síndrome de Sjögren conseguem levar a sua vida com uma boa funcionalidade, sendo necessárias apenas algumas adaptações e uma atitude positiva em relação à doença.

Uma pequena percentagem de casos podem ter envolvimento de órgãos nobres como o rim, o pulmão ou o sistema neurológico (cérebro, medula, nervos periféricos) que quando não tratados podem levar a complicações graves. Porém, o tratamento é na maior parte dos casos eficaz, ainda que prolongado, podendo por vezes haver sequelas de acordo com o órgão afectado e a resposta ao tratamento.

Algumas pessoas com Síndrome de Sjögren podem ter risco aumentado de vir a desenvolver linfoma, um tipo de cancro das células do sangue (linfócitos). É uma complicação rara, mas para a qual o médico e o doente devem estar alerta, através do acompanhamento continuado e da pesquisa de sinais ou sintomas suspeitos como o aparecimento de gânglios inchados no pescoço, axilas ou virilhas, a febre ou perda de peso inexplicáveis ou o inchaço persistente das glândulas salivares a nível do pescoço. Os tratamentos existentes para o linfoma são em geral bastante eficazes.

Os doentes com Síndrome de Sjögren devem ainda controlar rigorosamente outras doenças como a hipertensão arterial, o colesterol elevado, a diabetes, uma vez que apresentam um risco ligeiramente aumentado de complicações associadas a estas doenças mais frequentes, comparativamente com a população geral.

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