Lupus Eritematoso Sistémico

Como se trata

O tratamento do LES é complexo e depende das manifestações clínicas e da sua actividade.

Os objetivos principais são a indução da remissão: visando o rápido controlo da atividade da doença e a terapia de manutenção: destinada a manter a remissão e prevenção de agudizações.

Como medidas não farmacológicas, é crucial para o tratamento que os doentes evitem a exposição solar, usem protector solar com elevado fator de proteção durante todo o ano, façam exercício físico regular, realizem uma dieta equilibrada e suspendam o consumo de tabaco. O tratamento e monitorização de condições associadas, como a diabetes, a hipertensão ou a dislipidemia é também outra medida importante nos doentes com LES.

Relativamente aos fármacos, os mais utilizados para o tratamento do LES são:

- Anti-inflamatórios não esteróides: especialmente nas manifestações articulares, musculares, pericardite, pleurisia e cefaleia.

- Corticosteróides (cortisona): devido às suas propriedades anti-inflamatórias constituem o pilar do tratamento de várias doenças autoimunes sistémicas. Pode ser administrada por via tópica (lesões cutâneas), intra-articular (artrite), oral, intramuscular ou intravenosa. Em particular, a via intramuscular ou intravenosa é utilizada para administração de doses elevadas para tratar manifestações mais graves da doença (por exemplo, no caso de envolvimento renal ou do sistema nervoso).

- Antipalúdicos de síntese: o tratamento com antipalúdicos de síntese (p.ex: hidroxicloroquina, cloroquina) está associado a menos complicações no curso da doença, a redução da mortalidade e a redução da incidência de exacerbações, devendo ser considerada uma "terapia de base" do LES. São atualmente recomendados para todos os doentes a menos que haja contra- indicações para a sua prescrição.

- Imunossupressores: inibem as reações de autoimunidade do LES. Os mais usados são a azatioprina, a ciclofosfamida, o micofenolato mofetil e o metotrexato. As imunoglobulinas humanas endovenosas também podem ser usadas nalgumas manifestações.

Recentemente, o arsenal terapêutico do LES foi enriquecido por medicamentos biotecnológicos, produzidos com as novas técnicas de engenharia biomolecular, alguns, com resultados muito favoráveis em determinadas manifestações.  

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