Espondilite Anquilosante

Como se trata?

O tratamento da doença depende do tipo de envolvimento.

Nos doentes com espondilartrite axial, a prática de atividade física adequada (como natação e hidroginástica) e fisioterapia assumem uma importância fulcral, no sentido de preservar a mobilidade e uma correcta postura.

No caso do envolvimento axial, isto é, da coluna, o tratamento farmacológico baseia‐se em anti‐inflamatórios não esteróides. Estes foram, efetivamente, os únicos fármacos que até hoje mostraram eficácia em retardar os danos estruturais.

No caso do envolvimento periférico, o tratamento farmacológico assenta no recurso a fármacos como a sulfassalazina (Salazopirina®), o metotrexato (Ledertrexato®), a leflunomida (Arava®) e as infiltrações articulares com corticóides.

Os chamados fármacos biológicos – dirigidos contra moléculas intervenientes no processo inflamatório – surgem como uma alternativa nos doentes que, apesar das terapêuticas atrás descritas, mantém grande actividade da doença.

Presentemente, existem, no nosso país, cinco fármacos biológicos aprovados no tratamento da espondilartrite axial – todos eles dirigidos contra uma molécula fundamental no processo patológico, designada factor de necrose tumoral alfa (TNFα). Estes fármacos demonstraram eficácia na redução da inflamação - quer a nível das articulações sacro-ilíacas e coluna vertebral, quer a nível das articulações periféricas e enteses, bem como no controlo das manifestações extra-articulares. A sua segurança foi também amplamente demonstrada, sempre que contempladas as devidas recomendações.

Vários ensaios clínicos estão a decorrer e espera-se que, em breve, novos fármacos biológicos, com outros mecanismos de acção, venham a enriquecer o arsenal terapêutico nas espondilartrites axiais.

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