Esclerose Sistémica

Como se faz o diagnóstico?

O diagnóstico é feito pelo médico reumatologista com base nas manifestações clínicas apresentadas pelo doente, e com o apoio de alguns exames complementares que, não só auxiliam no diagnóstico, como permitem avaliar o envolvimento de órgão. Destacam-se a pesquisa de anticorpos anti nucleares (ANAs) no sangue, capilaroscopia, provas de função respiratória e ecocardiograma. Poderá ser necessário pedir tomografia computorizada (TC) torácica de alta resolução, endoscopia digestiva alta, manometria esofágica, entre outros.

Existem essencialmente três formas de ES, com evolução distinta:

- Forma cutânea limitada: as alterações cutâneas ficam confinadas à face e extremidades e habitualmente surgem vários anos após o FR; o envolvimento visceral é mais tardio.

- Forma cutânea difusa: as lesões da pele envolvem uma maior área do corpo e surgem mais cedo após aparecimento do FR; há uma incidência maior de atingimento visceral (doença intersticial pulmonar, doença gastrointestinal).

- ES sine scleroderma: a pele não é atingida mas ocorre doença visceral.

Cerca de 95% dos doentes têm marcadores de auto-imunidade positiva (ANAs positivos). Estes apresentam relação com a forma de ES apresentada bem como com as lesões de órgão alvo.

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