Artrite Reactiva

Como se faz o diagnóstico?

O diagnóstico é essencialmente clínico e envolve:

- presença de dor e inchaço de articulações normalmente nos membros inferiores, entesite, dactilite, dor na coluna vertebral ou manifestações extra-articulares já mencionadas anteriormente;

- evidência de uma infecção extra-articular prévia (diarreia, infecção genital ou urinária);

- ausência de outra causa mais provável para as manifestações.

A identificação da bactéria é útil nos casos de infecções genitais mas não é absolutamente necessária no caso das infecções gastro-intestinais. Existem testes urinários e genitais que podem por vezes detectar uma infecção por Chlamydia trachomatis. A análise das fezes pode por vezes confirmar a infecção por um dos microrganismos que causa artrite reactiva como Yersinia e Salmonella.

Quando se retira líquido sinovial da articulação afectada, a sua análise permite excluir outras causas da artrite e o objectivo não é identificar a bactéria causadora do quadro, pois os microrganismos não são identificados nas articulações afectadas.

 Os testes de sangue para identificar os microrganismos infecciosos normalmente não são utilizados, mas podem-se dosear os chamados anticorpos e os reagentes de fase aguda (proteína C reactiva e velocidade de sedimentação) que poderão estar elevados, assim como os leucócitos (glóbulos brancos).

 O gene HLA-B27 é um factor de risco para o desenvolvimento desta doença, para a sua cronicidade e recorrência, mas isto não significa que todos os doentes com artrite reactiva tenham esse gene.

As radiografias das articulações afectadas podem ajudar a excluir outras causas de dor. Para o diagnóstico de artrite e entesite pode utilizar-se a ecografia e a ressonância magnética nuclear.

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